O Retrato de Dorian Gray, de Oscar Wilde

Falar criticamente sobre algo de que gostamos muito é difícil, pois não põe tanta confiança na crítica. Porém, vou tentar fazê-lo do modo mais imparcial possível (ou não!).

.O Retrato de Dorian Gray é sem dúvida uma obra de arte! É um romance cuja história é muitíssimo bem elaborada e possui todos os pré-requisitos para cativar alguém. Ambienta-se num lugar e num tempo com carga literária forte, Londres do final do séc. XIX, e possui personagens encantadores, com sentimentos e opiniões fortes, onde paixão e razão se misturam.

Dorian é um jovem órfão inocente, que herda uma grande fortuna de seu avô. Passa a morar sozinho em Londres, insere-se num meio aristocrático onde a cultura é regrada pelos bons modos, é nesse meio que conhece Basil, um jovem pintor cheio de sonhos, que acaba construindo um amor platônico por Dorian. Basil apresenta-lhe Lord Henry, um senhor contraditório em sua filosofias e ações, que incute em Dorian seus pensamentos sobre o prazer, a juventude e, acima de tudo, a beleza. O protagonista preocupa-se com o futuro envelhecimento, a coisa mais terrível que ele pode imaginar, e, através de um método sombrio, consegue burlar as leis naturais, tendo uma vida hedonista, repleta de sensações, onde uma paixão eterna dura, nas palavras do autor, menos que um capricho.
Um livro inefável para quem gosta de romances com filosofias fortes, tragédias inesperadas e um grande viés artístico. Não é por menos que é considerado a obra-prima de Oscar Wilde, escritor irlandês que tinha a beleza, o prazer e arte como altas virtudes, e a ignorância, a preocupação e as instituições sociais como chatices.

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Por José Ricardo, estudante de Direito, encantado pelo conhecimento, mas que tem a literatura como o suprassumo da criação.