Como o Grinch roubou o Natal, de Dr.Seuss

Como o Grinch roubou o Natal, de Dr.Seuss

Companhia das Letras, 63 pgs.

Na edição americana: Random House, New York, 31 pgs.

Para quem assistiu ao filme de 2000 com Jim Carrey, Grinch já é uma figura conhecida. Mas o que poucos sabem é que a história é um clássico da literatura infantil chamado How the Grinch stole Christmas (Como o Grinch roubou o Natal). Uma criatura verde, com o coração dividido em 2 partes frias, pequenas e insensíveis à união e ao amor natalino. Grinch odeia o Natal. Ele observa ao longe, de sua caverna, os Whos se preparando para a grande comemoração: a mesa para a ceia feita com todos da vila, os presentes, as luzes que invadem as pequenas cabanas.  E o plano é impedir, o mais rápido possível, que o Natal aconteça dessa vez, após 53 anos aguentando os Whos cantando na ceia de Natal.

O Grinch tem, então,  uma grande ideia, uma terrível ideia: fantasiar-se de Papai Noel e fazer de seu cachorrinho Max uma rena, sair de sua caverna em um trenó e roubar o Natal dos Whos, sumir com cada presente, cada prato de comida que fosse para a ceia. Quando Grinch está prestes a colocar a árvore de Natal na chaminé, para roubá-la também, ele é surpreendido por Cindy-Lou, uma garotinha Who. Mas Grinch logo consegue enganá-la e sai da vila Who com todos os presentes dos moradores.

A questão é que, enquanto Grinch sobe a colina com seu trenó lotado de presentes, da vila Who vem um som. O monstrinho verde e maligno fica em choque: a cidade inteira estava reunida, cantando músicas natalinas, sem presentes, sem peru, sem pudim. E ele pensa, numa frase marcante para o pequeno livro: “Talvez o Natal não venha de uma loja. Talvez o Natal…talvez…signifique um pouco mais”.

“O que aconteceu, então? Bem…na vila Who eles disseram que o pequeno coração do Grinch aumentou três tamanhos naquele dia”. Com isso, Grinch finalmente viu o valor dos Whos, voltou à vila, devolveu os presentes e ele mesmo cortou o peru, na ceia, reunido aos moradores que tanto odiava.

Optei por fazer um resumo que revela o enredo da história, porque se trata de um livro infantil já com uma história conhecida, talvez devido ao filme. Encontrei em pdf a edição original em inglês, que conta com 31 páginas, aqui. É possível acompanhar a leitura simultaneamente ao audiobook do livro ou, se você preferir, apenas ouvi-lo enquanto vê as imagens no vídeo, aqui.

A edição de Grinch tem um trabalho de ilustração muito bem feito. Usa tons simbólicos, como o verde, o branco, o vermelho – as cores natalinas – enquanto preenche apenas alguns elementos do desenho feito em preto e branco. A narrativa é em forma de rima, o que é interessante notar acompanhando o audiobook, feita com uma delicadeza singular. Os sons emitidos pelo Grinch viram rima, há neologismo muito criativo utilizando o nome do personagem. Vale a experiência de acompanhar a leitura em inglês com o áudio. E o mais fascinante é que o Grinch é verde, uma cor que, no fim, percebemos que pertence à paleta de cores do Natal. Só foi preciso o coração do monstrinho verde multiplicar o seu tamanho, para ele perceber que fazia parte do Natal dos Whos.

Marina Franconeti
,23 anos, graduanda em Filosofia na USP. Escritora e cinéfila em formação, acha que qualquer dia desses vai se afogar na pilha de livros que precisa ler. Tem muito amor por sua biblioteca particular composta pelo primeiro livro que leu na vida, um infantil sobre Picasso, aos 7 anos, até as obras de Filosofia e Estética, que certamente vai reler até ficar velhinha. Bem lá no fundo acredita que Woody Allen vigiou seus sonhos e, assim, resolveu escrever o roteiro de Meia-Noite em Paris. Mantém o blog: http://marinafranconeti.wordpress.com/
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