Indique um Autor: William Shakespeare

De acordo com os registros disponíveis, há 451 anos, em 23 de abril de 1564, nascia o maior bardo da história – e uma grande influência para toda a literatura desde então: o grande William Shakespeare. Claro que naquela época os sistemas de registros não eram tão específicos como os dos dias de hoje, portanto essa é uma data provável para o nascimento do escritor (23 de abril também é o dia de São Jorge, um santo popular na Inglaterra, por isso, quando as crianças haviam nascido em torno dessa data, eram registrados como nascidos no dia 23 de abril, o que mostra que se Shakespeare não nasceu nesse dia exatamente, sabemos que ele nasceu nessa época).

Portanto, esta é definitivamente uma data a ser comemorada devido às inúmeras contribuições de William Shakespeare para a cultura ocidental. Ele não só reuniu em suas peças muitas importantes lendas européias e fatos históricos da época e anteriores como também inovou o idioma inglês: em toda sua obra, incluindo peças e sonetos, foi observada a presença de mais de mil palavras novas, criadas pelo escritor. O seu uso do idioma, além da criação de diversos vocábulos, flui de uma maneira única, construindo versos esplêndidos, personagens marcantes com um lado psicológico bem desenvolvido com falas repletas de complexas filosofias e líricos versos e cenas de ação de dar inveja a muitos filmes hollywoodianos (quando estes não usam obras de Shakespeare como inspiração, o que não é nada raro, aliás!).

Enfim, veja abaixo nossas resenhas sobre algumas peças do maior bardo da história, leia-as, assista encenações das peças ou filmes inspirados nelas e comemore com a gente o aniversário desse grande escritor! (Obs.: aqui resenhamos algumas das peças, mas é recomendadíssimo ler também os clássicos sonetos de Shakespeare, pois é fato que ele foi tão magnífico poeta quanto dramaturgo!)

Hamlet

 Hamlet é uma das maiores obras da literatura ocidental e William Shakespeare um dos mais importantes escritores da história. Como afirma o estudioso Otto Maria Carpeaux: “Shakespeare não é um velho bardo, mas uma atualidade viva”, ou seja, as obras do inglês são tão atuais quanto quando foram encenadas pela primeira vez. Em Hamlet, muitas críticas são feitas e sentimentos são mostrados, de modo que a obra revela a nós, leitores, uma parte daquilo que chamamos de “essência” humana e desmascara alguns dos aspectos do mundo em que vivemos.

             O jovem príncipe Hamlet é o retrato do indivíduo honrado e virtuoso, mas indignado com o que o destino trouxe. Seu pai, o Rei da Dinamarca, faleceu e seu tio recebeu a coroa e casou-se com sua mãe. Tudo era apenas melancolia, até o momento em que o fantasma de seu pai apareceu para ele e revelou a verdade: ele foi assassinado pelo atual rei, envenenado. Então, a tristeza de Hamlet se torna ódio e desejo de vingança.

Leia a resenha completa: http://indiqueumlivro.literatortura.com/2013/06/06/shakespeare-hamlet-e-a-vida/

Leia também a resenha de Marina Franconeti: http://indiqueumlivro.literatortura.com/2016/04/20/hamlet-de-william-shakespeare/

Por: Daniel Libonati Gomes

Othelo

Othelo é, talvez, uma das obras mais significativas do aparecimento do conceito de indivíduo na modernidade. Isto porque ela trata de um dos sentimentos mais caros dos tempos modernos: o sentimento de amor, como posse – tratando, pela primeira vez, do ciúme como protagonista de uma obra.
Othelo é um mouro, grande desbravador dos mares, casado com Desdêmona. Ele ganha a mão da mulher que ama, mas logo depois, ainda na lua de mel, precisa viajar a trabalho para a ilha de Chipre. Chegando lá, Iago, um amigo fiel de Othelo, enciumado pelo patrão ter promovido outro homem, começa a semear na mente do árabe que sua esposa estaria apaixonada e tendo um caso com um outro dos homens do exército: Cássio. Atormentado pelos ciúmes, Othelo vai até o fim para descobrir a verdade, mesmo que este fim seja perder a própria vida e a da mulher que ama.

Leia a resenha completa de Francisco Venancio: http://indiqueumlivro.literatortura.com/2016/02/07/otelo-o-mouro-de-veneza-de-william-shakespeare/

Por: Luiz Antonio Ribeiro

Macbeth

Macbeth é a tragédia mais curta do dramaturgo William Shakespeare, e talvez a única baseada em fatos históricos britânicos, mais precisamente, nas Crônicas da Inglaterra, Escócia e Irlanda, do século XVI. Época em que o regicídio era punido com a morte, tamanha intolerância tinha-se com tal crime.

Morte que se faz mais do que presente nos cinco atos desta grande tragédia, em que o ágil desenrolar dos acontecimentos, associado ao perene clima soturno, confere uma intensidade ímpar ao drama da ambição formulado por Shakespeare através da trajetória de MacBeth, o vitorioso general do rei Duncan.

Leia a resenha completa em: http://indiqueumlivro.literatortura.com/2015/04/22/macbeth-de-william-shakespeare/

Por: Bia Fonseca

Rei Lear

A terceira das “quatro grandes” tragédias de Shakespeare, Rei Lear, foi provavelmente escrita entre o final de 1605 e o começo de 1606. Como de costume, seu enredo não foi inventado pelo poeta: já era conhecido dos ingleses. A diferença crucial é que, enquanto as lendas davam conta de um final feliz para a história, no qual, ou o Rei Lear voltava ao trono ou a sua filha mais nova, Cordélia, ficava como sua herdeira, em Shakespeare há um final absolutamente trágico e, portanto, original.

A peça está dividida em cinco atos e as personagens em dois núcleos que se fundem a partir do segundo. De um lado está a história do Rei Lear e suas três filhas, Goneril – filha mais velha do rei – Regan – segunda filha – e Cordélia – filha mais nova. Na outra história estão o Conde de Gloucester, seu filho legítimo Edgar e seu filho bastardo, Edmund. Temos ainda os criados, o bobo, os mensageiros e o Conde de Kent, fiel servo do rei. No primeiro ato tomamos conhecimento da decisão do rei de dividir seu reino entre suas três filhas para que possa “se arrastar sem cargas para a morte”, isto é, continuar a ser rei, porém sem as obrigações que o cargo lhe impõe. Ao questionar as duas primeiras filhas, Goneril, esposa do Duque de Albany e Regan, esposa do Duque de Cornwall, o rei ouve retóricas bajulações, mas ao questionar Cordélia ouve a sinceridade: Cordélia prefere o amor do pai a sua fortuna. O grande entrave ao rei é que seus ouvidos estão acostumados a ouvir somente adulações e não acredita no desinteresse de Cordélia, assim resolve desertá-la e expulsá-la de seu reino. Cordélia vai para a França sem o dinheiro e sem o amor do pai.

Leia a resenha completa: http://indiqueumlivro.literatortura.com/2015/04/22/rei-lear-de-william-shakespeare/

Por: Francisco Venâncio

 

Tito andrônico

 

Apesar de desta não ser as mais famosas e aclamadas peças de Shakespeare, é uma obra única e original, que deve ser lida por todo bom leitor do autor. Ainda mais se esse leitor gostar de cenas cheias de sangue (e mesmo que não goste, é bom ver o quão o bardo consegue ser versátil, pois essa peça tem um estilo único, com semelhanças somente com as cenas finais e mais sangrentas de Macbeth, Rei Lear e talvez Hamlet).

Diferentemente de outras peças de Shakespeare sobre batalhas entre reinos, como Júlio César, Antônio e Cleópatra, entre outras, que são inspiradas em fatos históricos, esta é completamente fictícia (ainda bem!). Digamos que essa peça faz a sede de sangue de Game of Thrones parecer até bem leve e tem cenas que agradariam todo bom espectador de Jogos Mortais. Em uma de suas mais marcantes encenações, a de Peter Brook, de 1955, era preciso ter ambulâncias na saída do teatro, de tantos espectadores que passavam mal ao assistir a peça. Por que tudo isso?

Leia a resenha completa: http://indiqueumlivro.literatortura.com/2015/04/22/tito-andronico/

Por: Amanda Leonardi

Julio César

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A tirania, a vilania e a arrogância são características comuns a todos os reis, pois ao se posicionarem acima dos seus semelhantes e acreditarem que o poder a eles conferido fosse marca de superioridade, demonstravam assim, que essa autoridade não fazia deles pessoas excelentes, ao contrário, denunciava apenas aquilo que é mais baixo e mais grotesco na natureza humana: a sede pelo poder. Poder este que lhes foi conferido sempre pelo próprio povo e que na maioria das vezes se deixou escravizar de bom grado, fosse por ignorância, alienação, medo ou covardia, o fato é que quem sustenta um tirano no poder é sempre o próprio povo, como disse Cassius: César jamais teria pensado em ser lobo se não tivesse percebido que os romanos eram carneiros, ele só era um leão porque sabia que os romanos eram lebres.

Cassius, amigo de Brutus, encontrou neste argumento um meio de persuadi-lo a derrubar o grande Júlio César. É claro e evidente que os motivos de Cassius não são nobres nem comungam com os interesses da massa, mas são mesquinhos e estão relacionados com a inveja e a ambição. Mas Brutus tem o coração nobre, defende os interesses do povo e odeia bajuladores, entretanto Cassius consegue persuadi-lo justamente por meio de uma bajulação disfarçada.

Leia a resenha completa: http://indiqueumlivro.literatortura.com/2016/03/05/julio-cesar-de-william-shakespeare/

Por Francisco Venancio

Muito Barulho por Nada

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Aclamada pela fortuna crítica como uma das mais reconhecidas comédias de Shakespeare, Muito barulho por nada se passa em Messina, na Sicília e apresenta uma trama por vezes divertida e outras vezes maldosa. O cerne da peça são dois casais: Cláudio e Hero e Benedito e Beatriz que acabam envolvidos em intrigas diversas, tão diversas que ora os separa ora os une.

A história tem início com a chegada de Dom Pedro à corte governada por Leonato, pai de Hero e tio de Beatriz. Cláudio, conde e amigo de Dom Pedro se interessa por Hero, mas teme a rejeição. Assim, Dom Pedro se oferece para cortejá-la para o amigo durante um baile que ocorreria à noite. Dom João, irmão de Dom Pedro, sente ódio e inveja de Cláudio e ciente do plano do irmão decide envenenar o plano dos dois dando a entender a Cláudio que Dom Pedro o estava traindo e cortejando Hero para si. Esta intriga é facilmente desfeita e Cláudio e Hero acabam por se entender e marcar o casamento.

Leia a resenha completa: http://indiqueumlivro.literatortura.com/2016/02/15/muito-barulho-por-nada-de-william-shakespeare/

Amanda Leonardi
Bacharel em Letras na UFRGS, escritora e tradutora. Fã de Shakespeare desde criança, fanática por Poe, poesia e por literatura clássica e de terror em geral, e também por filmes de terror. Escreve contos e poemas e participou de algumas antologias de contos e poemas. Escreve matérias sobre literatura e cinema para o Literatortura e para a revista online Conexão Literatura.

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