Kenobi, de John Jackson Miller

Protagonista de Kenobi  (editora Aleph, 528 páginas), Obi-Wan facilmente poderia ser chamado de John Wayne. A diferença entre os dois é basicamente que um usa barba, e o outro não, uma vez que o spin-off da série Star Wars é claramente inspirado nos faroestes.

A trama se passa entre episódios III e IV, quando Obi-Wan estava exilado no deserto de Tatooine, e secretamente cuidava de Luke Skywalker.

Muito bem desenvolvido por John Jackson Miller, Kenobi expande o universo de Star Wars sem corrompe-lo, mas desenvolve as nuances de um dos seus personagens mais emblemáticos de maneira fiel ao mundo de onde ele veio.

Nesse aspecto, a trama – e consequentemente o protagonista – se assemelham bem mais a outro clássico dos cinemas: Os Brutos também amam.

Não por acaso, uma das primeiras coisas que Obi-wan faz ao chegar no deserto é separar uma briga de bar com caipiras bêbados.

É claro que ler Kenobi torna-se uma tarefa muito mais saborosa quando os acontecimentos da saga estão frescos. Mas a habilidade de Miller em desenhar a trama não deixa quem viu os filmes há muito tempo perdidos. Justamente por isso, as soluções para conectar os episódios soam reais, e nunca colocam a saga em segundo plano. É um complemento honesto.

A bela edição da editora Aleph segue a mesma linha do Herdeiro do Império, primeiro livro dessa série, e tanto os fãs quanto quem não tem muita intimidade com a saga vão ficar satisfeitos com o saldo final.

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