Indique um Autor: Stephen King

Autor de clássicos que já invadiram o cinema e a TV como O Iluminado e Carrie, Stephen King já se tornou um dos autores mais consagrados dos dias atuais, feito esse que foi oficializado quando ele, recentemente, recebeu a National Medal of Arts direto do presidente Obama. Apesar de ser mais conhecido por seus livros de terror, os quais têm grande destaque no mercado editorial, King também já escreveu obras de drama, ficção científica e aventura, como a série A Torre Negra, o romance À Espera de um Milagre, entre outras obras que fogem ao gênero pelo qual o autor é mais lembrado. Porém, na ficção de terror é onde King teve mais destaque realmente, e é com razão que muitos fãs do gênero terror admiram a obra dele, que foi influenciado por mestres da área como Lovecraft e Poe e muitos outros sobre os quais ele conta em “Dança Macabra”, um livro de não ficção no qual King conta sobre porque começou a escrever terror e indica diversos grandes nomes do gênero. E aqui no Indique, hoje indicamos o rei Stephen King. Veja abaixo 12 resenhas, incluindo obras dele e uma resenha da biografia do King.

Sob a Redoma

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Imagine um dia típico de sua cidade. As pessoas indo trabalhar, fazendo compras ou indo estudar. Tudo normal. Até o momento em que uma redoma, ao melhor estilo kafkiano, surge em torno da cidade, impedindo que seus moradores saiam ou que outras pessoas entrem. É essa a premissa de ‘Sob a Redoma’, do mestre do terror e da ficção Stephen King.

King possui quase 80 livros publicados. Apesar de não ter tido a oportunidade de ter lido todos, tenho certeza absoluta que ‘Sob a Redoma’ figura dentre os melhores livros do escritor norte-americano.

Veja a resenha completa em: http://indiqueumlivro.literatortura.com/2013/07/05/sob-a-redoma-de-stephen-king/

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À Espera de um Milagre

“Eu sei que está preocupado e sofrendo, eu sinto isso em você, mas estou cansado, chefe.
Cansado de estar na estrada solitário como um pardal na chuva. Cansado de nunca ter um
amigo pra me dizer aonde vai, de onde vem ou por quê. Principalmente, estou cansado das
pessoas serem ruins umas com as outras. Cansado da dor que sinto e ouço no mundo todo dia.
É muita dor. São como pedaços de vidro na minha cabeça o tempo todo. Você consegue entender?

Sim, John.”

Stephen King, provavelmente, é o dono da maioria de meus livros favoritos. A criatividade dele não tem limites. Do máximo do terror à tristeza da vida real. King passeia por diversos gêneros e se sai bem em todos. À Espera de um Milagre é um ótimo exemplo disso.  Uma verdadeira obra de arte.

Veja a resenha completa em: http://indiqueumlivro.literatortura.com/2013/08/06/a-espere-de-um-milagre-de-stephen-king/

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Jogo Perigoso

“Deixe alguma luz acesa no quarto antes de dormir” disse Stephen King ao lançar “Jogo Perigoso” e conselho de autor não se recusa. O ano era 1992 e a narrativa foi um verdadeiro balde de água  fria na época mais trash do escritor. Para os fãs ávidos por mais um conto  sobrenatural e com mais um banho de sangue, bom, pule para o próximo livro do mestre! “Jogo perigoso”, originalmente intitulado “Gerald’s game”, é uma história altamente dramática e psicológica, que te leva ao extremo da sobrevivência e ao limite da sanidade humana  junto com Jessie, uma professora bem- resolvida, madura e casada com um advogado de sucesso.

Veja a resenha completa em: http://indiqueumlivro.literatortura.com/2013/10/05/jogo-perigoso-stephen-king/

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O Iluminado

Demorei muito para saber como começar essa resenha. O Iluminado é o tipo de livro que não se traduz com palavras. Por isso, é muito difícil falar sobre ele. É aquele tipo de livro intenso, profundo e que só quem leu consegue sentir totalmente o que ele passa ao leitor. Por tal fato, minha tarefa aqui é apenas traduzir uma pequena parte do que Stephen King nos passa nesta magnífica obra.

A história é clássica e conhecida por muitas pessoas, talvez pelo filme produzido por Stanley Kubrick. Jack, sua esposa Wendy e o filho Danny vão passar uma temporada num hotel. O complicador da situação é que eles estarão, por um longo tempo, isolados no local. E totalmente sozinhos. O que acontece de inusitado é que Danny se descobre com um “iluminado”, que ouve pensamentos e se transporta no tempo. Além disso, durante a estadia, Jack começa a ter surtos e crises de alcoolismo.

Veja a resenha completa em: http://indiqueumlivro.literatortura.com/2013/10/18/o-iluminado-de-stephen-king/

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O Homem do Colorado

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Esta é uma obra curta e grossa de King. Chegando perto das cem páginas, o livro conta o bizarro caso do Homem do Colorado. É simplesmente um mistério indecifrável. Três jornalistas tentam descobrir o que aconteceu com um homem encontrado morto e encostado em uma lixeira na praia. Steffanie, a jornalista mais nova é instigada por Dave e Vincent, que acompanharam o caso em 1980, a tentar dar uma reposta para o mistério.

Quando mais se mexe na história, mais complicada ela fica. O homem possuía dezessete dólares e algumas moedas no bolso, um maço de cigarros caído, uma caixa de fósforos com apenas um risco, indicando ter sido usado apenas para um único cigarro e, um pedaço de bife um pouco mastigado na garganta. Ele não possuía carteira. Nada podia identifica-lo. Tudo leva a crer, inicialmente que ele é um suicida, mas quantas pessoas por ai se suicidam com um pedaço de carne mastigada parada no meio da garganta?

Veja a resenha completa em: http://indiqueumlivro.literatortura.com/2013/10/20/o-homem-do-colorado-stephen-king/

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A Coisa (It)

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Eu era criança, estava brincando no quarto de uma prima, e os mais velhos estavam assistindo um filme na sala. Consigo me lembrar bem, que resolvi ir ver o que eles estavam assistindo. Tinha sete anos, e quando eu estava no final do corredor, resolvi espiar escondidinha o que passava na tela da televisão. Foi então que vi uma cena que marcou minha infância, e colaborou muito para o fato de que até hoje, palhaços não são seres engraçados. Está muito mais para assustador do que engraçado. Lembro-me exatamente da cena em que George ganha um barquinho de papel. Estava chovendo e então ele coloca uma capa de chuva amarela e vai brincar lá fora com o barquinho. A correnteza da chuva fez um pequeno rio escorrendo ao meio fio da calçada. O barquinho cai em um bueiro e aparece então, um palhaço. Começou meu primeiro arrepio, mas fiquei lá, poderia ser um palhaço bonzinho, porquê não? Eu era criança e não sabia do que Stephen King era capaz. Eu não sabia até o palhaço abrir a boca, mostrar os dentes afiados e adeus… Adeus George! A obra foi adaptada pelas telas em 1990, com o nome “It, A obra prima do medo”, pelo diretor Tommy Lee Wallace.

Veja a resenha completa em: http://indiqueumlivro.literatortura.com/2013/10/31/aqui-embaixo-todos-nos-flutuamos-stephen-king-a-coisa-it/

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Logo que vi It: a coisa pela primeira vez, lançado em nova edição pela Editora Suma, fiquei impressionado com o tamanho da obra, afinal são mais de 1100 páginas. Porém, o que mais impressiona, após a leitura, é a genialidade de King e o seu poder de assombrar qualquer um com um “simples” palhaço, a assombração Pennywhise. E as 1100 páginas acabam se tornando pouca coisa para tamanha história.

O livro se passa em dois momentos: o primeiro é o de 1958, quando o palhaço ataca a cidade de Derry, matando algumas crianças. Porém, durante suas investidas, um grupo, formado por Bill Gago, Ben, Beverly, Eddie, Stan, Richie e Mike, começa a notar que algo está errado. Unidos, conseguem vencer a assombração e deixá-lo inativo por algum tempo. E a segunda parte da história, passada 27 anos depois, é a volta de Pennywhise. O grupo, então, se reencontra e tenta impedir que ele faça novas vítimas.

Veja a resenha completa em: http://indiqueumlivro.literatortura.com/2014/08/30/it-a-coisa-de-stephen-king/

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Novembro de 63

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“O passado pode ser obstinado, mas o futuro era delicado, um castelo de cartas, e eu tinha que tomar muito cuidado para não mudá-lo antes de estar pronto.”

Por se tratar de um livro extremamente diferenciado, pretendo começar esta resenha da mesma maneira atípica: com um dado pessoal. Neste ano de 2013, tive a oportunidade de ler pouco mais de 200 livros. Tá, e o que eu, leitor deste texto, tenho a ver com isso? Tudo. Pois deste extenso número de obras lidas, posso afirmar, com propriedade, que Novembro de 63 foi, de longe, a mais sensacional delas. E, com certeza, figura dentre os meus 10 preferidos.

Veja a resenha completa em: http://indiqueumlivro.literatortura.com/2013/12/19/novembro-de-63-de-stephen-king/

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Desespero

O que mais me chamou a atenção no livro foi olhar a forma que a narrativa foi traçada no começo e me deparar com algo completamente confuso, definitivamente não-linear. E, ainda assim, ser tão claro e compreensível a ponto de (tirando os palavrões e a violência) uma criança de 10 anos conseguir ler sem o menor problema. E adorar a história, no mínimo.

A história, no início, é traçada por Peter Jackson (não, não é o do LotR) com sua esposa Mary na Rodovia 50, considerada a mais solitária dos EUA. Mary percebe um gato morto numa placa e questiona assustada ao marido como aquilo fora acontecer. Ainda em “choque”, andando pela estrada deserta, eles observam uma viatura policial indo atrás deles, que na verdade não estava. Depois de deixar a viatura passar, eles seguem aliviados. Quando Peter acelera, logo ultrapassam a viatura novamente; momento que são parados pelo policial. Aí que começa a tensão. O policial é descrito de forma minuciosa e terrível, parece ser o típico cara que todos teríamos medo de deixar zangado, alto (2 metros), pele vermelha musculoso, parecendo um jogador de futebol americano e outras características que contribuem para a sua superioridade física em relação ao casal. Depois do policial (sem nome até então) adverti-los sobre o carro sem a placa (que seria obra de malandros no último posto de gasolina onde Peter parara), deixa-os seguir.

Veja a resenha completa em: http://indiqueumlivro.literatortura.com/2014/05/04/desespero-de-stephen-king/

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Misery

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“Estou numa encrenca: essa mulher não é boa da cabeça” 

Normalmente, as narrativas de King inserem o leitor em um universo realista. São cenários que o leitor pode se identificar facilmente e, assim, se inserir na história de maneira mais fácil para, logo em seguida, assombrar com toques de magia e terror, utilizando elementos não existentes em nosso dia a dia. É o caso de Sob a redoma, Carrie, a Estranha, A Coisa e muitas outras obras.

Apesar de esse ser seu estilo característico, King foge, em alguns momentos, desta técnica e fica ainda mais sombrio: numa realidade igual a do leitor, ele insere elementos de terror que são possíveis de acontecerem, como a psicopatia, a loucura e a obsessão. São as obras máximas de King, em minha opinião, como é o caso de O Iluminado, Love – a história de Lisey e, o livro em questão, Misery.

Veja a resenha completa em: http://indiqueumlivro.literatortura.com/2014/06/20/misery-de-stephen-king/

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Sobre a escrita (On Writing)

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Quando se fala em Stephen King, a maioria das pessoas imagina livros assustadores, cheios de sangue, assassinos ou monstros – e não nem um pouco errados, claro, pois King é mestre em assustar e a maioria de seus livros é de terror. E digo ainda que do melhor terror dos dias atuais. Porém, não só terror encontramos nas palavras de King. Além de alguns dramas e suspenses, Stephen King escreveu um livro chamado On Writing (cuja tradução ainda será lançada no Brasil pela primeira vez em 2015), no qual conta sobre sua relação com a escrita. E como a vida de um grande escritor como ele tem como base a escrita, o livro é também uma espécie de autobiografia também, mas voltada à sua carreira de escritor.

Em On Writing, King conta desde sua infância, sobre como se interessou por literatura, encontrando livros antigos em caixas de coisas que pertenciam a seu pai – entre essas coisas, muitos livros, inclusive obras de Lovecraft, alguns de seus primeiros contatos com o terror. Conta também como ele costumava ter como um dos principais divertimentos ir ao cinema local assistir àqueles filmes de terror antigos, muitos dos quais hoje em dia são conhecidos como filmes B ou terror trash (os quais ele comenta mais a fundo em Dança Macabra).

Veja a resenha completa em: http://indiqueumlivro.literatortura.com/2014/12/30/on-writing-de-stephen-king/

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Stephen King, a Biografia – Coração Assombrado, de Lisa Rogak

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Abre-se a capa do livro e, antes de passar os olhos em qualquer palavra que seja, já há o encantamento. Stephen King, a Biografia – Coração Assombrado, é, antes de mais nada, um agrado aos olhos de leitores e não-leitores; desde a capa dura às artes de diagramação, às tipografias, este livro já impõe certa atmosfera instigante: se você o tem nas mãos irá ter vontade – nem que mínima- de ler, conhecendo e apreciando as obras de King ou não.

Escita por Lisa Rogak, autora de mais de 40 livros de gêneros diversos– entre eles, as biografias de Dan Brown, Dr. Robert Atkin e Stephen Colbert – esta biografia não-autorizada de Stephen King reune os aspectos mais humanizadores o possível. Rogak desconstrói o ídolo e o faz tão humano quanto eu e você quando escancara ao leitor um King cheio de erros e acertos e, principalmente, medos tão comuns e complexos como os de qualquer indivíduo moderno. Mas, afinal, não é isto que buscamos quando lemos uma biografia? Então, qual é o diferencial desta obra?

Veja a resenha completa em: http://indiqueumlivro.literatortura.com/2014/09/21/stephen-king-coracao-assombrado/

Por: 

Amanda Leonardi
Bacharel em Letras na UFRGS, escritora e tradutora. Fã de Shakespeare desde criança, fanática por Poe, poesia e por literatura clássica e de terror em geral, e também por filmes de terror. Escreve contos e poemas e participou de algumas antologias de contos e poemas. Escreve matérias sobre literatura e cinema para o Literatortura e para a revista online Conexão Literatura.

One thought on “Indique um Autor: Stephen King

  1. Esse horror e esse suspense, que Stephen king, de alguma forma , todos sentimos. Contratei ontem uma faxineira.trocamos telefones e até o preço. Ao deitar-me, me veio uma espécie de pânico, pois não havia pedido referências. Encontrei-a numa praça, sentada num banco, sentei-me ao lado. Ela sugeriu que ali me sentasse. Entabulamos uma boa conversa. Limpezas, patroas, faxineiras. Hoje liguei e falei: – chove, essa chuva não pára. Favor me dar o local, onde trabalhas e telefone. Deixei o recado. Senti paz. Vou ler as resenhas, as cidades cosmopolitas, crescendo: acidentes, assaltos, políticos corrupção, bombas, terrorismos, clima mudando, cataclismos, enfermidades,viagens…. Um mundo que sugere-se atenção.

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